domingo, 16 de março de 2014

As três perguntas

Havia certa vez um rei muito ambicioso e arrogante, queria para si todas as coisas e honras e, como era  muito arrogante quase não tinha amigos de verdade, ele achava que podia mandar em todos e em tudo.
(Você deve conhecer alguém meio parecido com o rei, não?).
O fato é que chegou aos ouvidos do rei, que havia um senhor, dono de muitas terras, muito generoso e que tinha grande quantidade de amigos e de pessoas que gostavam muito dele.
O rei, ficou desapontado com a notícia e mandou chamar o "dono" das terras e lhe disse:
- Sei que é generoso e conta com muitos admiradores, seu prestígio está concorrendo com o meu, assim, pretendo eliminá-lo.
O homem respondeu: - Vossa Majestade deve saber o que fazer.
E o rei continuou:
- Mas em todo caso, como sou "bom e generoso" também, vou dar uma oportunidade para você se salvar da forca! Vou lhe fazer três perguntas e, se souber responder todas, deixarei que continue a viver. Eis as questões:
-Primeira, Até quando vou viver?
-Segunda, Quando darei a volta ao mundo?
-Terceira, Em que estou pensando?
O senhor realmente achou as perguntas bem difíceis e pediu prazo de um mês para dar as respostas. O rei querendo mostrar ainda mais "generosidade" concedeu. Mas no fundo estava "rindo" por dentro, porque sabia que as tais perguntas eram difíceis.
Saiu o homem para procurar tais respostas, procurou doutores, especialistas, mentores, alguém que pudesse ajudá-lo, mas todos alegavam que não sabiam responder as perguntas.
Terminado o prazo, lá se foi o homem em direção à corte. Passando ainda por suas terras, encontrou um pastor de ovelhas que o cumprimentou:
- Bem vindo seja meu senhor, que notícias me dá?
O senhor respondeu:
- Más notícias, más
E contou tudo ao simples pastor de ovelhas, o que estava prestes a lhe acontecer.
-Meu bom senhor, já ouviu dizer que às vezes um tolo pode ensinar um sábio? Pois eu posso ajudá-lo a sair dessa enrascada. 
-Ajudar-me, como?
-Bem, como sabe, nós nos parecemos, todos dizem. Empreste-me seu cavalo e suas roupas, e eu irei à corte no seu lugar. Tenha certeza que serei bem sucedido. Na pior das hipóteses morrei no seu lugar.
E o homem disse: 
- Não concordo com a decisão final, se não for bem sucedido, eu mesmo, me apresentarei para morrer.
O pastor vestiu-se com as roupas, colocando também uma enorme capa com capuz, a fim de ajudar mais no disfarce e compareceu na frente do rei. O rei ao vê-lo, não percebeu que se tratava de um pastor disfarçado e exclamou:
- estou satisfeito com a sua volta, agora me responda as perguntas, vamos a primeira: Até quando viverei?
-Vossa Majestade viverá até o último dia da sua morte, nem um dia a mais. Morrerá quando der o último suspiro e nem um minuto antes.
O rei deu uma risada e disse: Você é espirituoso, e eu tenho de reconhecer que a resposta está CERTA, mas agora vamos para a segunda pergunta: Quando darei a volta ao mundo?
-Vossa Majestade dará a volta ao mundo com a terra de um nascer do sol a outro nascer do sol.
-Muito bem, além de espirituoso, você também é entendido, resposta CERTA, vamos agora para a terceira pergunta: Em que estou pensando?
-Vossa Majestade está pensando que está falando com o homem que lhe fomenta tanta raiva, mas está falando com um simples empregado dele, um simples pastor de ovelhas. E, tirando o capuz, apresentou-se.
O rei exclamou: 
-Você tem espírito, sabedoria e astúcia. Merece um prêmio, o que deseja?
-Desejo o perdão para o meu patrão.
-Pois leve o perdão.
E o rei ainda mandou que dessem ao pobre pastor de ovelhas um saco de moedas de ouro! E assim o pobre pastor ficou muito rico e agradecido.

sábado, 8 de março de 2014

A mulher esqueleto



Ela fez alguma coisa que não se lembrava, mas que seu pai não aprovara, por este motivo, ele a arrastou até os penhascos, atirando-a no mar. Lá os peixes devoraram a sua carne e seu esqueleto rolou pelas correntezas.
Um dia um pescador apareceu, um pescador corajoso, pois diziam as pessoas que aquela região, era assombrada. O anzol do pescador foi descendo pela água e se prendeu, justamente nos ossos da costela da mulher esqueleto. O pescador logo pensou que havia pescado um grande peixe, que iria alimentá-lo por vários dias. E enquanto ele lutava pra tirar o "grande peixe" do anzol, a mulher esqueleto lá embaixo, lutava para se soltar. E quanto mais ela lutava para se soltar, mas enrolada e emaranhada nas linhas ficava. Desespero. Foi quando de súbito, o pescador puxou com toda a sua força e viu surgir, um crânio, cheio de musgos e crustáceos.
Foi nesse momento que o pescador foi acometido com uma onda de terror, que o levou para a praia, onde carregando suas coisas e sua vara de pescar, correu em toda velocidade, mas logo percebeu que o esqueleto emaranhado nas linhas o seguia. Por um grande caminho, ele corria e ela o perseguia.
Foi então, que ofegante e em soluços, o pescador chegou a seu iglu, enfiou-se lá dentro já se sentindo protegido. Mas quando acendeu a lamparina de óleo de baleia, viu que "aquilo" estava lá. Jogada ao meio da neve o esqueleto todo desmontado da mulher. Nesse momento, não se sabe o que aconteceu, mas o homem foi tomado por um sentimento de piedade, talvez pelo fato de ser tão solitário, que bem devagar, se aproximou do esqueleto, e assim como a mãe para o filho, com muito cuidado, foi soltando a mulher esqueleto das linhas. Depois cobriu-a de peles para que ela pudesse se aquecer e ficaram por ali, em silêncio, ele limpando suas varinhas e ela pensando que estava conhecendo a bondade humana.
O pescador começou a sentir sono, enfiou-se nas peles e logo já estava sonhando. às vezes, os seres humanos dormem e, acontece de uma lágrima escapar do olho de quem sonha. Nunca sabemos que tipo de sonho provoca isso, se é tristeza ou anseio. mas o fato é, que aconteceu com o homem.
A mulher esqueleto viu o brilho da lágrima, a luz do fogo e de repente sentiu uma sede enorme, se aproximou do homem que dormia e rangendo seus ossos, pôs a boca junto à lágrima.
Aquela única lágrima, foi como um rio a saciar sua sede de tantos anos. Foi então, que ela estendeu a mão para dentro do homem que dormia e retirou o seu coração, aquele tambor forte. Sentou-se e começou a batucar. 
Nos batuques dizia: carne, carne, carne! carne, carne, carne! E quanto mais cantava, mais seu corpo se revestia de carne. Ela cantou até ter olhos saudáveis, mãos boas e gordas. Ela cantou até ter coxas e seios. Quando estava pronta, ela se deitou ao lado do homem e, devolveu o seu coração. E foi assim que acordaram, abraçados um ao outro. Juntos de um jeito bem duradouro.
As pessoas dizem que não conseguem se lembrar da desgraça que acometeu a mulher esqueleto, mas se lembram que depois que ela e o pescador ficaram juntos, sempre foram bem alimentados pelas criaturas que ela conheceu no fundo do mar. As pessoas garantem que é verdade.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Minha Frida


Ouvi esses dias um comentário que por quase um segundo revidei, uma pessoa já bem crescida comentando com o filho sobre como bicho dá trabalho e não dá nada em troca. 
Eu respeito a opinião da pessoa, sou da livre expressão da linguagem, mas veio um DISCORDO, que balbuciei, meio gaguejando... mas por hora engoli e nada disse. Daquela fala em diante, eu simplesmente abandonei aquela pessoa, eu nunca seria amiga dela, nunca teríamos nada a conversar, nunca estaríamos juntas por prazer, ela simplesmente não pertence as pessoas que quero ao meu lado.
Admito que ela faz certo, não gosta de bichos e não os têm. Isso é um ponto positivo, pois assim, o bichinho não é maltratado,  abandonado ou deixado de lado. Mas argumentar que bicho só dá trabalho e não dá nada em troca!
Na verdade, esse adulto nunca conheceu o amor idílico, o verdadeiro amor dado pelos animais. O amor que não busca nada em troca, é só amor... limpo e cristalino. 
Tenho pena dessas pessoas, passarão pela vida, sem conhecer o paraíso. Ser amado por um animal é algo que não se descreve, ser de um animal, é ser um pouco iluminado, é como ter anjinhos de quatro patas auxiliando nessa dura missão aqui na Terra. 
Ontem, passamos um susto com a minha Frida, minha gatinha branca, que está conosco há 8 anos. Ela tropeçou no muro e caiu bem na boca dos cães. A coitadinha ficou toda machucada, mas agora está bem. Passado o susto, estamos cuidando dela.
A Frida apareceu na construção da minha casa, viveu um bom tempo isolada, parecia uma oncinha de brava, comecei a alimentá-la e lá, no meio da areia, saibro e tijolos, ela foi vivendo... A Frida supervisionava a obra, via os pedreiros chegarem e saírem sem muito fazer. Fazia boquinha nas marmitas frias dos trabalhadores. Começou a chegar perto devagar, a pedir carinho e hoje é a gata mais doce que poderia imaginar ter. 
A Frida me dá muito em troca. Me dá um amor que ninguém pode dar. O trabalho é tão insignificante perante a felicidade de conviver com ela. Te amo minha Frida! 





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014



Um amigo me perguntou hoje, como andava o blog, hesitei em contar que por horas, esse pequeno espaço é esquecido. Porém, basta que algo me incomode, me maltrate, que corro nesse habitat pra escrever palavras soltas que possam me alegrar.

Acho que sou avessa a felicidade e, que quando estou feliz, raramente escrevo. Eu preciso sofrer para que as palavras caminhem e se encontrem. Tem dias,  que o que eu mais queria era ser flor envaidecida, ser viola na mão de um sertanejo, ser sapo coaxando no lago, ser ideia na cabeça de poeta.

Eu não quero lamentar da vida e nem das pessoas que me entristecem, mas também não quero assumir o jogo da felicidade, e da sua busca incessante. Eu quero apenas sobreviver nas poesias.


"Morta... serei árvore
Serei tronco
E minhas raizes
enlaçadas às pedras de meu berço
são as cordas que brotam de uma lira"

Cora Coralina

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O que Marius queria?


Marius chegou a se alimentar antes de ser abatido e nem imaginava o que estava prestes a acontecer, disse o veterinário do zoo da Dinamarca. Ah! Que mundo é este? 
Marius era um filhote de girafa de um ano e meio, em perfeito estado de saúde, que foi sacrificado para evitar a consanguinidade. Depois de levar um tiro na cabeça, o animal foi dissecado na frente dos visitantes, incluindo crianças, como se fosse um evento de entretenimento. Seu corpo servirá de alimento para os demais animais do zoo.

Marius só queria a oportunidade de viver, de comer as suas folhas, de ouvir seu coração gigantesco pulsar, de caminhar com elegância e de ser uma simples girafa de zoológico. De olhar e ver as pessoas. Aliás Marius adorava os humanos, tinha tanta curiosidade de saber mais sobre eles. 

Uma vez, há um tempo atrás, eu escrevi uma história de uma girafa que tinha o pescoço curto, o nome dela era Bali, eu pensei que se escrevesse sobre uma girafa diferente poderia ajudar a todas as crianças, pois afinal de contas, todos somos diferentes. Bali, terminava a história comendo planta rasteira ao lado dos seus amigos pescoçudos.

Mas a história de Marius, termina com ele indo para o céu das girafas, lá o lugar é muito lindo, há uma relva verdinha, não há animais predadores, as girafas podem dormir mais de 2 horas, lá elas até dormem em camas muito confortáveis e, alguns esquilos, são contratados para  massagearem o enorme pescoço das girafas. Marius ganhou asas como de uma libélula e agora passeia pelos ares, tentando esquecer os homens. 

O que eu gostaria de dizer ao Marius e que nem todos os humanos são maldosos. Tenho certeza que você e eu ficamos tristes com o que fizeram com ele. Eu amo os animais, principalmente as girafas. Não te conheci Marius, a Dinamarca é muito longe da onde eu moro, mas tenho certeza que hoje, nos meus sonhos, serei levada até você e te darei um enorme abraço, talvez eu chore, mas tenho certeza que você vai me dizer que está tudo bem. 






quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Amor ao longo alcance



          "Durante anos, separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam.      Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo.
       Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e realidade, quando, enfim, numa praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com quem sempre haviam sonhado. 
           Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonados desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes" - Marina Colasanti


Futuros Amantes - Chico Buarque

     


Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios no ar
E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos
Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização
Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Agradecer...




Chega o final de mais um ano e, acredito que não há data mais especial, para fazermos sempre aquele "balanço" geral de como foi o ano que passamos. É impossível não rememorar fatos tão importantes e por em pauta o que deu certo, o que precisa ser revisto, o que definitivamente é uma página virada. Embora eu tenha uma dificuldade incrível em virar páginas. 
Mas este ano, eu quero agradecer...
Em primeiro lugar há essa força divina que salvou meus pais de um grave acidente de trânsito. Eu jamais vou esquecer daquela data, daquelas horas e da alegria que foi chegar ao hospital e ver meu pais vivos. São nesses momentos que você vê como a vida é frágil e, por este motivo é preciso amar muito, muito mesmo.
Sou abençoada por ter pais tão maravilhosos e agradeço a isso também. Jurinha e Taninha são as pessoas mais iluminadas que conheço, pais que educam,  respeitam, ensinam e vivem cada conquista ao lado das suas filhas. Quando nasci ganhei um presente, poder ser filha deles. Sem contar na atmosfera de harmonia e de amor que os dois transmitem. Também fico imensamente feliz, por ver que a mamãe está realizando seu sonho, ser professora. É encantador ouvir ela comentar com tanta doçura dos seus pequenos e das horas que ela fica na mesa da cozinha a preparar as lições, com todo carinho. 
Agradeço pela irmã maravilhosa que tenho, exemplo que a gente deve correr atrás dos nossos sonhos, batalhadora, trilhando com dedicação seu caminho na música com a banda Corina. Sou sua fã, admiro e respeito muito o seu trabalho.
Iniciei 2013 namorando uma pessoa maravilhosa, devo agradecer e muito! Apesar de nunca fazermos planos, vivíamos o dia a dia de maneira muito agradável, nem ele pode imaginar o quanto bem, ele me fez. Não houve erros e nem desafetos, só escolhemos seguir caminhos diferentes. Mas admiro muito você, sua inteligência, seu humor irônico e inigualável, sua capacidade de se socializar com todo mundo e se tornar o queridinho de todos. Obrigada por tudo. Jamais esquecerei você.
Agradeço ao meu trabalho, não há como citar nomes, pois agradeço a todos, pessoas importantes, professores, alunos, comunidade e funcionários. Esse ano, passei mais tempo na escola do que na minha própria casa, então, a escola foi e é a extensão da minha vida. Procurei fazer o meu trabalho da melhor maneira, sei que houve muitas falhas, há muito a se fazer, quando falamos em educação. Mas quem ainda permanece é porque acredita que podemos mudar alguma coisa, pois ainda temos esperança.
Este ano também fui presenteada por ser uma das orientadoras de estudos do Pacto, programa federal de formação continuada para professores e tive a oportunidade de trabalhar com professoras maravilhosas, criativas e dinâmicas. Agradeço a todas. E sem contar na equipe de formadoras, viagens a UNICAMP, ideias, power points, lembrancinhas, horas de estudo pela madrugada afora e como estudamos! 
E novamente seria injusto citar nomes, pois agradeço a todos que passaram pelo meu caminho este ano, alguns de forma mais intensa, outros bem passageira, teve gente que me desapontou, mas também sei que desapontei muita gente. Tem gente que conheci e que amei, logo de cara! Afinidades que foram sendo lapidadas. Também vi como as pessoas podem ser desonestas, egoístas e maldosas. Mas também vi um número bem maior de  gente ao meu redor: gentil, feliz e que se preocupa com o outro. 
Também quero deixar registrado o quanto agradeço ao meu ex marido Carlos. Quanto aprendi e quanto cresci nessa experiência de ser casada. Espero de coração que ele possa estar muito feliz! Obrigada!
Acho que a cada ano, passamos por tudo isso... encontramos as mais variadas pessoas, vivemos inúmeras situações, aprendemos e erramos muito. 
Esquecemos de olhar nos olhos de quem amamos e dizer um sonoro: eu te amo. 
Esquecemos de olhar a lua e seu espetáculo, de ver as flores que a  árvore nos presenteia, de beber a água como uma benção, de saborear a comida feita com carinho. Esquecemos de sorrir mais, de elogiar mais, de fazer gentilezas. Esquecemos o quanto a nossa vida é curta. 

2013, gratidão, essa palavra tudo.

"Existe apenas uma idade para sermos felizes, apenas uma época da vida de cada pessoa em que é possível sonhar, fazer planos e ter energia suficiente para os realizar apesar de todas as dificuldades e todos os obstáculos. Uma só idade para nos encantarmos com a vida para vivermos apaixonadamente e aproveitarmos tudo com toda a intensidade, sem medo nem culpa de sentir prazer. Fase dourada em que podemos criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança, vestirmos-nos de todas as cores, experimentar todos os sabores e entregarmos-nos a todos os amores sem preconceitos nem pudor. Tempo de entusiasmo e coragem em que toda a disposição de tentar algo de novo e de novo quantas vezes for preciso. Essa idade tão fugaz na  nossa vida chama-se presente e tem a duração do instante que passa."                                                                                        Mário Quintana